quarta-feira, 5 de junho de 2013

RELATO DE MEMÓRIA

Estava no ônibus seguindo da  cidade de Embu à Pinheiros, intinerário de perdurava por volta de 45 minutos à 1 hora, sentada do lado da janela, acompanhada de minha mãe, observando a cidade, as pessoas, sem perceber que aquele dia seria o dia "D".
Quando de repente, o ônibus parado no farol, avistei um outdoor  e ali escrito consegui ler a palavra "portaria", e naquele momento veio como um flash  em minha mente, todo o processo que a professora Mariestela em sala de aula, como um estalo, entendi que Pcom A é PA, B com E é BE, e assim por diante, foi incrível, tudo se encaixava, tudo fez sentido. Entendi como funcionava, que loucura, que lindo, percebi, e entrei no mundo das letras e as decodificações nada mais era mistério, ali era só questão de tempo, para aflorar a leitura e tudo foi bom, descoberto o fenômeno. Com seis anos desbarvei o mundo dos livros. E amei.
Segui os estudos,encontrei a professora Maria Emília, de Língua Portuguesa na 4º série, com um nível tão alto de exigência, que ao pedir aos alunos a leitura compartilhada de um texto da cartilha, caso, errassemos uma palavra ou sinal de pontuação, fazia a devida pergunta: - Quer um puxão de orelha, ou um besliscão?
Ficava sempre nervosa com a situação ao ler caguejava e errava, aí era fato, como eu detestava puxões de orelha, sempre pedia beliscão. Que doia na alma e a vergonha dos colegas enchia meus olhos de lágrimas.
Mas mesmo assim, não deixei que a leitura perdesse seu encanto, me formei professora  de  Língua Portuguesa, pois ,em outros momentos na minha vida escolar, encontrei professores exemplares, que me respeitavam. Como a professora Maria de Lourdes a "Lurdinha", que me ajudou muito, a superar o trauma de ler em público. Eu percebi que a professora Maria Emília era uma excessão, pois, no mundo existe mais pessoas boas, e o bem sempre vence. Graças à Deus.

2 comentários:

  1. Oi, Silmara Ainda bem que você foi enfrente... Mas acho que a professora M ainda anda por aí, pois em nossas aulas encontramos muitos alunos e alunas com receio da censura. Por isso, costumo inicia o ano letivo conversando sobre essas questões, já que muitos alunos também gostam de fazer certas brincadeiras com os colegas e isso acaba inibindo os outros. Pelo que pude constatar, a maioria dos casos de resistência à leitura, principalmente pública, vem de experiências desagradáveis por que passaram alguns alunos.
    Parabéns pelo blog!

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  2. Ops!
    Esqueci de convidá-las para uma visita em nosso blog:
    http://leiturasabertas-mgme200.blogspot.com/

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